terça-feira, setembro 29, 2009

O preço da vingança interna


Há uma coisa que distinguiu PS e PSD (e em certa medida também o CDS) e que pode ter pesado em alguns votos: a união interna dos partidos, conseguindo as cúpulas reconciliar-se com os "rebeldes" e críticos e juntando-se em prol da luta eleitoral. Isso sucedeu no PS, onde depois de anos de contundência, de uma candidatura presidencial que humilhou o seu partido e até de comícios com o Bloco e de apoiar uma candidata independente trânsfuga do PS à câmara de Lisboa (Helena Roseta), além dos votos contra na AR a propostas socialistas, Manuel Alegre apareceu no fim, em Coimbra, a apelar ao voto em José Sócrates, depois de lhe ser proposta a renovação nas listas de deputados e da sua esperada recusa. Já Paulo Portas, depois dos triste episódios do seu regresso à liderança do partido, atribuiu ao ex-presidente e adversário interno Ribeiro e Castro um papel relevante, à frente das listas do CDS pelo Porto.



Um imenso contraste com a estratégia de Manuela Ferreira Leite, que por puro revanchismo afastou de supetão o grupo de Pedro Passos Coelho. Por muito menos do que tinha feito Alegre no PS, pagaram com a exclusão integral das listas a deputados, dando uma imagem no PSD de desunião, vingança privada e paz podre. Para além da estratégia falhada e da pobreza das ideias, as "facas longas" laranjas em nada terão contribuído para a imagem do partido e para a sua "política de verdade", como aliás se disse aquando da elaboração destas listas

Ninguém se admire agora por haver quem já esteja a levar os punhais ao amolador.

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